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Por que a hérnia umbilical é mais comum em mulheres?

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Por que a hérnia umbilical é mais comum em mulheres?

hérnia umbilical

Hérnia umbilical é uma alteração da parede abdominal que pode atingir homens e mulheres, mas apresenta uma relação importante com fatores mais frequentes no público feminino, principalmente a gestação. 

Durante a gravidez, o crescimento do útero aumenta progressivamente a pressão dentro do abdômen e provoca mudanças na musculatura abdominal, o que pode favorecer o aparecimento de uma hérnia ou tornar mais evidente uma fragilidade que já existia na região do umbigo.

Segundo o American College of Surgeons, a hérnia umbilical em adultos é cerca de três vezes mais comum em mulheres, principalmente devido à influência das gestações. 

Múltiplas gravidezes também estão entre os fatores associados ao desenvolvimento da condição.

Mas gravidez não é a única explicação. Obesidade, aumento repetido da pressão abdominal e alterações da própria parede abdominal também podem contribuir.

Neste artigo, você vai entender por que a hérnia umbilical aparece com frequência nas mulheres, qual é a relação com gravidez e diástase abdominal, quais sintomas merecem atenção e como é realizado o tratamento.

O que é uma hérnia umbilical?

A hérnia umbilical ocorre quando existe uma abertura ou fragilidade na parede abdominal na região do umbigo, permitindo que gordura intra-abdominal ou, em determinadas situações, parte do intestino se projete através desse defeito.

O sinal mais perceptível costuma ser um abaulamento no umbigo, que pode ficar mais evidente quando a pessoa tosse, faz força ou realiza atividades que aumentam a pressão abdominal.

No adulto, diferentemente do que pode acontecer na infância, a hérnia não costuma desaparecer espontaneamente.

Por que as mulheres apresentam mais hérnia umbilical?

A principal explicação está relacionada às alterações que acontecem na parede abdominal durante a gestação.

À medida que o bebê cresce, o útero se expande e aumenta a pressão dentro da cavidade abdominal. 

Ao mesmo tempo, músculos e tecidos da parede abdominal precisam se adaptar ao crescimento do abdômen.

O umbigo já representa naturalmente um ponto de menor resistência da parede abdominal. 

Quando essa região é submetida repetidamente a maior pressão, uma fragilidade preexistente pode se tornar mais evidente ou um defeito pode se desenvolver.

Fatores associados à hérnia umbilical 

  • Gravidez;
  • Obesidade;
  • Aumento crônico da pressão abdominal;
  • Tosse crônica;
  • Constipação e esforço frequente;
  • Tabagismo;
  • Alterações do tecido conjuntivo.

Qual é a relação entre gravidez e hérnia umbilical?

Durante aproximadamente nove meses, a parede abdominal passa por uma transformação importante para acomodar o crescimento do útero.

Existe:

  • Aumento do volume abdominal;
  • Elevação progressiva da pressão intra-abdominal;
  • Alongamento dos músculos e tecidos;
  • Modificação da linha média abdominal.

Essas mudanças são fisiológicas e fazem parte da gravidez. Entretanto, em mulheres predispostas, podem favorecer o aparecimento da hérnia umbilical.

Além disso, uma hérnia pequena que já existia antes da gestação pode se tornar mais perceptível conforme o abdômen aumenta.

Ter passado por várias gestações também pode aumentar esse risco, justamente pela repetição dessas alterações na parede abdominal.

Hérnia umbilical e diástase abdominal são a mesma coisa?

Não. Embora possam aparecer juntas, são condições diferentes.

A diástase abdominal é o afastamento dos músculos retos do abdômen ao longo da linha média. É bastante conhecida por ocorrer durante e após a gravidez.

Já a hérnia umbilical envolve um defeito (um orifício) propriamente dito na parede abdominal, pelo qual gordura ou outra estrutura pode se projetar.

Uma mulher pode apresentar:

  • Apenas diástase;
  • Apenas hérnia umbilical;
  • Hérnia umbilical associada à diástase.

Essa diferença é importante porque influencia a estratégia de tratamento.

Quais são os sintomas da hérnia umbilical?

Nem sempre a hérnia provoca dor.

Algumas pacientes procuram atendimento apenas porque perceberam uma mudança no formato do umbigo após a gravidez.

Os principais sinais e sintomas incluem:

  • Abaulamento ou caroço no umbigo;
  • Aumento do volume ao fazer esforço;
  • Dor ou desconforto local;
  • Sensação de peso no abdômen;
  • Sensibilidade na região.

Na maioria dos casos, o abaulamento diminui quando a paciente se deita, em outros, o conteúdo pode ficar preso.

Hérnia umbilical depois da gravidez é normal?

Ela pode surgir ou tornar-se mais evidente após uma gestação, mas isso não significa que deva ser considerada apenas uma consequência estética da gravidez.

Uma alteração persistente no umbigo merece avaliação para diferenciar hérnia, diástase e outras mudanças da parede abdominal.

Essa avaliação é especialmente importante quando existe dor, crescimento progressivo ou dificuldade para reduzir o abaulamento.

Quando a hérnia umbilical pode ser perigosa?

Uma das possíveis complicações é o encarceramento, que acontece quando o conteúdo da hérnia fica preso e não consegue retornar para o interior do abdômen.

Outra complicação é o estrangulamento, quando ocorre comprometimento da circulação sanguínea do tecido preso na hérnia. Essa situação representa uma emergência cirúrgica.

Procure atendimento rapidamente diante de:

  • Dor intensa e contínua;
  • Aumento súbito do volume da hérnia;
  • Endurecimento do abaulamento;
  • Vermelhidão na região;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre.

Esses sintomas não devem ser ignorados.

Toda hérnia umbilical em mulheres precisa ser operada?

O tratamento definitivo da hérnia é cirúrgico, mas o momento da cirurgia precisa ser individualizado, especialmente nas mulheres que ainda pretendem engravidar.

Isso acontece porque uma nova gravidez depois do reparo da hérnia volta a submeter a parede abdominal a grande aumento de pressão e está associada a maior risco de recorrência. 

Diretrizes internacionais recomendam, sempre que possível, considerar o planejamento gestacional ao definir o momento da correção eletiva.

Por isso, antes de indicar o procedimento, é importante avaliar:

  • Tamanho da hérnia;
  • Presença de sintomas;
  • Crescimento do defeito;
  • Presença de diástase;
  • Histórico de gestações;
  • Desejo de uma nova gravidez;
  • Condições clínicas da paciente.

Em uma mulher com hérnia sintomática que não pretende ter novas gestações, por exemplo, a estratégia pode ser diferente daquela utilizada em uma paciente assintomática que planeja engravidar em breve.

Técnicas modernas e minimamente invasivas para hérnia umbilical

Quando existe indicação cirúrgica, a técnica é escolhida de acordo com o tamanho e as características da hérnia, presença de diástase, cirurgias anteriores e condições da paciente.

Videolaparoscopia

A videolaparoscopia permite realizar o tratamento por pequenas incisões no abdômen. 

Em casos selecionados, pode proporcionar menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida.

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados que proporcionam grande precisão de movimentos. 

Pode ser especialmente útil em reconstruções mais complexas da parede abdominal e na realização de suturas intracorpóreas.

Não considere o abaulamento no umbigo apenas uma mudança da gestação

A hérnia umbilical é mais frequente nas mulheres principalmente pela influência das gestações e das alterações que elas provocam na pressão e na estrutura da parede abdominal. 

Isso ajuda a explicar por que algumas mulheres percebem um abaulamento no umbigo somente durante ou depois da gravidez.

Mas nem toda alteração abdominal no pós-parto é uma hérnia. Diástase e hérnia umbilical são condições diferentes e podem, inclusive, estar presentes ao mesmo tempo.

Por isso, se você percebeu um caroço no umbigo, dor, aumento de volume durante os esforços ou uma alteração que permaneceu após a gestação, uma avaliação especializada permite identificar exatamente o que está acontecendo e definir se existe necessidade de tratamento.

Saiba mais sobre o tratamento para hérnia umbilical em Barueri, Campinas e São Paulo!

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Dr. Andress Delben

Cirurgião do Aparelho Digestivo | Coloproctologista

CRM 104635 | RQE 25115/26180

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Dr. Andress Delben
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